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Miss Kobayashi’s Maid Dragon

Hoje vou falar de um anime recentemente nomeado como sendo um dos Top Nonsense em uma lista no site (ora bolas, não é que eu concordo bastante com a opinião do autor de dita lista?!), hoje vou falar de

小林さんちのマイドラゴン [Kobayashi-san chi no maidragon].

A animação se passa na atualidade, com celulares, smartphones, televisão e mídias internéticas (essa palavra não existe) dominando o mundo e permeando a vida das civilizações “como nunca se viu na história”.

A história se passa, basicamente, em Tóquio onde as coisas que são abordadas tendem a ser bastante… realistas e bastante simples de se “conectar” a elas. Afinal de contas, apesar dos pesares e dos preconceitos defendendo o contrário, a vida nas grandes cidades em torno do mundo é bastante parecida e universal, ou seja, a vida em São Paulo é bastante parecida com a vida em Nova Iorque (PT-BR >>> EN-US).

De qualquer forma.

Como já dito na lista, na história acompanhamos a vida de uma pessoa normal, uma programadora (Kobayashi) no seu dia-a-dia diário da rotina cotidiana depois dela ter encontrado e salvo um dragão oriental da morte.
Normal
Tal qual qualquer programador (ou programadora) ela tem várias características bastante únicas e, porque não, vários problemas físicos (tipo stress, dor nas costas, preguiça) que a fazem ser um personagem bastante mais interessante, autêntico e acreditável. Porém, ao ser confrontada com a chegada de um Dragão ela começa a mudar e a se tornar uma pessoa melhor (e nesse caso acho que todos o fariam).

Daí, do outro lado, temos a Dragão oriental Tooru que, após ser salva por Kobayashi depois de uma batalha que quase a matou, faz um juramento de serventia e se torna empregada dela (Kobayashi).
Normal
Digo, quem nunca salvou um dragão que atire a primeira pedra, não é?! rsrsrs

O grande problema disso é que, não sei se ficou claro, Tooru é um dragão.
Isso pode ser algo bastante complexo e inadmissível na sociedade humana e, principalmente, em uma cidade Japonesa (vale apontar que o Japão e, principalmente, Tóquio tem sérios problemas de espaço e de pressão social).

A principal “empregada” da animação tem como origem um universo paralelo onde a fantasia ainda reina, a humanidade ainda está no período médio (ou seja, nas trevas) e onde existe magia e poderes, não menos importante, ela tem como origem um mundo onde guerras são constantes e onde dragões são seres místicos e lendários que são caçados ferozmente pela humanidade, ou seja, ela é meio que mal acostumada. E nisso ela bem para esta realidade.
Como alguém que desconhece os costumes brasileiros humanos de vivência ela, erroneamente, assume que pessoas nesse mundo são similares às pessoas que ela está acostumada a ver, ou seja, ela assume que heróis e pessoas superpoderosas são o padrão.

Tu consegue ver isso sendo um problema?
Pois é… isso é um problema.

Inicialmente bastante receosa, Kobayashi tenta negar a oferta tão interessante feita pela Dragão Tooru, mas depois de algumas situações dá o braço a torcer e deixa ela (Tooru) se tornar sua empregada e viver sob o mesmo teto.
E nisso, temos ainda que Tooru é realmente um dragão lendário e respeitadíssima no mundo de que ela veio e temos tudo pronto para ver tudo dando errado.

Ah, sim, claro. Também tem um outro ponto bastante importante: todos os personagens “lendários” seguem uma estética específica (Por exemplo: temos alguns personagens góticos), e os personagens “reais” são conhecedores e fãs dessas estéticas, ou seja, vemos um embate entre fontes e fãs acontecendo quase sempre.
Chega a ser poético.

Esse é o plote do anime.

Mas caso eu queira vender o anime para vocês eu não preciso explicar isso tudo.
De fato, pra vender esse anime eu só preciso mostrar algumas cenas:

“Estamos só brincando, humanos no nosso mundo são muito mais poderosos que isso”

“Pequeno dragão procura soneca”

Trabalhar com TI é mais ou menos assim, mesmo. – ToshiOhMy

Em especial a parte de receber ordens que não fazem sentido, a parte do cair varias vezes e a parte dos clientes internos que se acham muito importantes. (chora no canto)

Algo a não ser menosprezado é a beleza da série em geral. Por tratar de coisas do “cotidiano” (até onde estar ao lado de um dragão pode ser chamado assim) ele traz em si “retratos” da rotina do Japão, algo que estranhamente não é  muito bem publicada nas peças de cultura pop (afinal, se fosse pelos animes e afins, Japão teria apenas garotas de cabelos coloridos, orelhas de gato, sempre usariam apenas mini-saias e TODOS seriam especialistas em algo. Sabemos que não é exatamente assim). Excelentes exemplos disso são as paisagens e a “morosidade”. Para entender melhor, olhe este link: Comparativo Anime Vs Realidade

Como fica claro aqui, o anime é excelente, bastante bem humorado e, porque não, cheio de referencias e coisas que são feitas e pensadas no espectador mais nerd iniciado nas artes da cultura pop. Tanto isso que os momentos de intermissão são passwords de jogos antigos, movimentos de jogos de luta, referencia a jogos de lógica e outras coisas mais.

É uma estratégia bastante eficaz e interessante de se ver.

Então, sendo sincero, acho que vale bastante a pena acompanhar, ver as problemáticas e as coisas que tem discussão proposta pelo anime e, não menos importante, ter vários momentos de “Ah, que fofo!” e “Ahahahahaha, que idiota!” assistindo esse anime.

Por ultimo, mas certamente não menos importante a série pode ser acompanhada, de graça, pelo Crunchyroll (eu amo esse serviço) pelo link: Miss Kobayashi’s Dragon Maid.

E por tempo é isso!
Assistam o anime a vontade, comentem no post e nos vemos em uma próxima. 😀

p.s.:  No meme do (…) Raiz e (…) Nutella todo mundo ama Mandioca, parece.

Sobre ToshiOhMy

Tecnólogo, tecnofílico, excêntrico pobretão que curte umas cultura diferentes. Escreve sobre cultura pop, cultura unpop, jogos e contos.